segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Clichê...

Clichê ? Sim, claro. Mais que isso impossível. Mas, como não ser clichê em minha atual situação?


Raposa para o Pequeno Príncipe:  "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. "




"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. "

Ahh, e isso bem que podia não acontecer, tipo, NUNCA e com ninguém... Fudeu, Principezinho: FUDEU!!!!.


Sem mais, vou dormir...
  

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

"It is mightier than swords"



"Dirás o que puderes lembrar. Trabalho com fragmentos de episódios, restos de acontecimentos, e tiro disso tudo uma história, tecida num desenho providencial. Quando me salvaste, tu me deste o pouco futuro que me resta e te recompensarei, devolvendo a ti o passado que perdeste."
"Mas minha história talvez não faça nenhum sentido..."
"Não existe histórias sem sentido. Sou daqueles homens que o sabem encontrar até mesmo onde os outros não vêem. Depois disso, a história se transforma no livro dos vivos, como uma trombeta poderosa, que ressuscita do sepulcro aqueles que há séculos não passavam de pó... Para isso, todavia, precisamos de tempo, sendo realmente necessário considerar os acontecimentos, combiná-los, descobrir-lhes os nexos, mesmo aqueles menos visíveis."

Umberto Eco. Baudolino.


  

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

99,00

 - Todos os acontecimentos - dizia às vezes Pangloss a Cândido - estão devidamente encadeados no
melhor dos mundos possíveis; pois, afinal, se não tivesses sido expulso de um lindo castelo, a pontapés
no traseiro, por amor da senhorita Cunegundes, se a Inquisição não te houvesse apanhado, se não tivesses percorrido a América a pé, se não tivesses mergulhado a espada no barão, se não tivesses perdido todos os teus carneiros da boa terra do Eldorado, não estarias aqui agora comendo doce de cidra e pistache.
- Tudo isso está muito bem dito - respondeu Cândido, - mas devemos cultivar nosso jardim.
 Voltaire. Cândido, ou o otimismo.


(...) Se pudéssemos compreender a ordem do universo suficientemente bem, descobriríamos que ela ultrapassa todos os desejos do mais sábio de nós, e que é impossível que ela seja melhor do que é , não somente para o todos em geral, mas ainda para nós próprios em particular (...)”
 Leibniz. Princípios de filosofia ou Monadologia.


Ahh, Leibniz!!!  Ahh, Pangloss-Leibniz-ironizado-por-Voltaire, aposto que nunca, em um único dia, um estranho te cuspiu, sua meia-calça desfiou, uma das poucas pessoas com quem você se importa te decepcionou, e você decepcionou uma das poucas pessoas que se importa realmente com você. Além disso você esqueceu sua nécessaire de maquiagem, sua escova de dentes e seu estojo com seu material e óculos em casa e uma carteira quase cheia de Camel com o namorado, e a única coisa aceitável que te acontece nesse dia é ter tomado um baita banho de chuva no caminho para casa. Isso tudo considerando que em menos de 48 horas antes, você estava se sentindo a pessoa mais feliz do mundo pelo menos nos últimos dois anos.


E pensar que, após todos esses conflitos, só consigo pensar nisso:


"Minha capacidade para ser feliz poderia ser colocada numa caixa de fósforos, sem tirar os fósforos antes."
  Douglas Adams, O Guia do Mochileiro das Galáxias (não lembro em qual exatamente)



Mas, o mais deprê mesmo é lembrar disso: 

"In a world like this, where there is no kind of stability, no possibility of anything lasting, but where everything is thrown into a restless whirlpool of change, where everything hurries on, flies, and is maintained in the balance by a continual advancing and moving, it is impossible to imagine happiness. It cannot dwell where, as Plato says, continual Becoming and never Being is all that takes place. First of all, no man is happy; he strives his whole life long after imaginary happiness, which he seldom attains, and if he does, then it is only to be disillusioned; and as a rule he is shipwrecked in the end and enters the harbour dismasted. Then it is all the same whether he has been happy or unhappy in a life which was made up of a merely ever-changing present and is now at an end."
 Arthur Schopenhauer, The Emptiness of Existence.


  
Ai, ai... preciso muito ir pra casa....

    

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Colour my life with the chaos of trouble...



Porque diabos no meu mp3 só tem Belle and Sebastian nos meus olhos bastante delineador e nos meus pensamentos dúvidas, culpa e assuntos já encerrados remanescentes?

 "Mas em cómo se devem haber a las tristezas, de esto hay regla general que nunca la tristeza es buena ni de loar, sino cuando es de cosa torpe e de cosa mala e fea, ca cuando vê el omme que fizo algún mal, de allí se debe doler e entristecer" ( ROMANO, Egídio. Glosa castelhana al “Regimiento de príncipes” pp. 273, 274)

Ai, ai Egídio... só você para me entender mesmo...



                           

sábado, 18 de setembro de 2010

Ser civilizado

Várias coisas na nossa vida acontecem por puro "acaso" (embora várias pessoas prefiram designar esse acaso de formas diferentes). Por acaso, um dos textos que estudei exaustivamente para a prova do mestrado foi  O processo civilizador : formação do Estado e civilização de Norbert Elias.

De acordo com Elias, através de uma seqüência de acontecimento, que não foi racionalmente estruturada, mas também não se reduz a aleatoriedade, chegamos a chamada Civilização (no sentido de convivermos de forma mais ou menos pacifica em nossa sociedade). E é justamente a partir da convivência e inter-relação na sociedade, da necessidade de contato com outras pessoas, que essa noção de comportamento civilizado é construída e enraizada em nós. Assim, há mudanças na psicologia coletiva, assim como na individual (a construção das proibições e permissões durante a infância, por exemplo), que gera o autocontrole individual: a noção do que podemos fazer e do que não podemos fazer; a inibição de paixões e sentimentos, através da previdência (racionalização), que nos informa o que poderia acontecer caso quebrássemos alguma "regra" do social.

Um exemplo citado por Elias é a vergonha: modeladora da economia de nossas pulsões, é um tipo de ansiedade que se reproduz automaticamente nas pessoas em determinadas situações.

"O conflito expressado pelo par vergonha-medo não é apenas um choque do indivíduo com a opinião social prevalecente: seu próprio comportamento colocou-o em conflito com a parte de si mesmo que representa essa opinião. É um conflito dentro de sua própria personalidade. Ele mesmo se reconhece como inferior" ( p. 242)

Ontem, falando com a mamãe pelo telefone, ela me contou que o Guilherme (meu sobrinho com 1 ano e 10 meses) ama correr pelado pela casa... 

...

Essa semana foi impossível não pensar em Norbert Elias...



sábado, 4 de setembro de 2010

30/08/2010 as 14:00


Desde criança eu sempre adorei ler. Dentre os tantos que lia (a maioria roubados da biblioteca da escola, porque em minha mente, não se poderia ler um livro sem tê-lo (hoje ainda penso assim, mas compro-os)) três foram extremamente marcantes em uma mente inocente de uma criança: O Castelo de Otranto de Horace Walpole (que vários anos depois descobri que é considerado o primeiro romance da literatura gótica);  Momo e o Senhor do Tempo de Michael Ende (ainda hoje me imagino como Momo e sua arte de escutar as pessoas) e Peer Gynt de Henrik Ibse (que ainda me influencia muito em minhas decisões diárias)

Na inocência juvenil essas histórias, que se passavam em terras distantes e tempos longínquos, (o que hoje reconheço como um gênero literário) eram por mim consideradas como reais: as pessoas que escreviam aqueles livros realmente passavam por aquelas experiências (fantásticas, diga-se de passagem). Assim cresci imaginando que na vida adulta as pessoas realmente tinham que salvar seu mundo fantástico da destruição: haveriam batalhas, intrigas, desavenças, sangue, romances, tristeza, magia, festas, orgulho,  alegrias, coragem, lágrimas...  e no fim, com muita sorte tudo daria certo (independente se para conseguir salvar seu mundo,
você teria que ser cruel e odiado por todos, ou extremamente bom ou justo)


De certa forma ainda hoje penso assim...

...

sábado, 21 de agosto de 2010

ubuntu

Em 2008 eu comprei meu primeiro notebook. Ele veio com o Windows Vista. Eu, com minha habitual preguiça, sempre protelei o trabalho de fazer back up e instalar algo que funcione de fato...

Essa semana recebi meu cd do ubuntu. Faltou o adesivo, mas tudo bem...
O site para solicitar é: https://shipit.ubuntu.com/ onde também pode-se fazer download do arquivo...



















Outro dia, em meio a correria de estudos, inscrição para o mestrado e desilusões diárias, fiquei super feliz quando percebi que a biblioteca de ciências humanas da UFPR utiliza ubuntu... ao menos no PC que eu usei para pesquisar.
 
Agora sim:  tenho um notebook com OS que não funciona, e um cd que pode resolver meus problemas. Ainda me falta a coragem e um hd externo.

domingo, 1 de agosto de 2010

Ready........Fight


Na tentativa de ocupar meu tempo livre tarde de domingo e de desenvolver minha escrita, crio este espaço. Aqui tentarei abordar assuntos comuns que acontecem no meu dia-a-dia, e assim escrever sobre coisas que me interessam.
Estudo, sapatos, computadores, esmaltes, seriados, filmes, livros, heavy metal, maquiagem, história medieval... enfim, coisas que quase todas quase nenhuma as mulheres gostam.
 
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