quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Colour my life with the chaos of trouble...



Porque diabos no meu mp3 só tem Belle and Sebastian nos meus olhos bastante delineador e nos meus pensamentos dúvidas, culpa e assuntos já encerrados remanescentes?

 "Mas em cómo se devem haber a las tristezas, de esto hay regla general que nunca la tristeza es buena ni de loar, sino cuando es de cosa torpe e de cosa mala e fea, ca cuando vê el omme que fizo algún mal, de allí se debe doler e entristecer" ( ROMANO, Egídio. Glosa castelhana al “Regimiento de príncipes” pp. 273, 274)

Ai, ai Egídio... só você para me entender mesmo...



                           

sábado, 18 de setembro de 2010

Ser civilizado

Várias coisas na nossa vida acontecem por puro "acaso" (embora várias pessoas prefiram designar esse acaso de formas diferentes). Por acaso, um dos textos que estudei exaustivamente para a prova do mestrado foi  O processo civilizador : formação do Estado e civilização de Norbert Elias.

De acordo com Elias, através de uma seqüência de acontecimento, que não foi racionalmente estruturada, mas também não se reduz a aleatoriedade, chegamos a chamada Civilização (no sentido de convivermos de forma mais ou menos pacifica em nossa sociedade). E é justamente a partir da convivência e inter-relação na sociedade, da necessidade de contato com outras pessoas, que essa noção de comportamento civilizado é construída e enraizada em nós. Assim, há mudanças na psicologia coletiva, assim como na individual (a construção das proibições e permissões durante a infância, por exemplo), que gera o autocontrole individual: a noção do que podemos fazer e do que não podemos fazer; a inibição de paixões e sentimentos, através da previdência (racionalização), que nos informa o que poderia acontecer caso quebrássemos alguma "regra" do social.

Um exemplo citado por Elias é a vergonha: modeladora da economia de nossas pulsões, é um tipo de ansiedade que se reproduz automaticamente nas pessoas em determinadas situações.

"O conflito expressado pelo par vergonha-medo não é apenas um choque do indivíduo com a opinião social prevalecente: seu próprio comportamento colocou-o em conflito com a parte de si mesmo que representa essa opinião. É um conflito dentro de sua própria personalidade. Ele mesmo se reconhece como inferior" ( p. 242)

Ontem, falando com a mamãe pelo telefone, ela me contou que o Guilherme (meu sobrinho com 1 ano e 10 meses) ama correr pelado pela casa... 

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Essa semana foi impossível não pensar em Norbert Elias...



sábado, 4 de setembro de 2010

30/08/2010 as 14:00


Desde criança eu sempre adorei ler. Dentre os tantos que lia (a maioria roubados da biblioteca da escola, porque em minha mente, não se poderia ler um livro sem tê-lo (hoje ainda penso assim, mas compro-os)) três foram extremamente marcantes em uma mente inocente de uma criança: O Castelo de Otranto de Horace Walpole (que vários anos depois descobri que é considerado o primeiro romance da literatura gótica);  Momo e o Senhor do Tempo de Michael Ende (ainda hoje me imagino como Momo e sua arte de escutar as pessoas) e Peer Gynt de Henrik Ibse (que ainda me influencia muito em minhas decisões diárias)

Na inocência juvenil essas histórias, que se passavam em terras distantes e tempos longínquos, (o que hoje reconheço como um gênero literário) eram por mim consideradas como reais: as pessoas que escreviam aqueles livros realmente passavam por aquelas experiências (fantásticas, diga-se de passagem). Assim cresci imaginando que na vida adulta as pessoas realmente tinham que salvar seu mundo fantástico da destruição: haveriam batalhas, intrigas, desavenças, sangue, romances, tristeza, magia, festas, orgulho,  alegrias, coragem, lágrimas...  e no fim, com muita sorte tudo daria certo (independente se para conseguir salvar seu mundo,
você teria que ser cruel e odiado por todos, ou extremamente bom ou justo)


De certa forma ainda hoje penso assim...

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